terça-feira, 24 de janeiro de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
A vida espiritual - pelo Sr. LECLERC
(Revista Espírita, maio de 1867 - Dissertações espíritas)
(Grupo Lampérière, 9 de janeiro de 1867 - Médium, Sr. Delanne)
(Grupo Lampérière, 9 de janeiro de 1867 - Médium, Sr. Delanne)
Aqui estou, feliz por vir saudar-vos, encorajar-vos e vos dizer:
Irmãos, Deus vos cumula de seus benefícios, prometendo-vos nestes tempos de incredulidade, respirar a plenos pulmões o ar da vida espiritual que sopra com vigor através das massas compactas.
Crede em vosso antigo associado, crede em vosso amigo íntimo, vosso irmão pelo coração, pelo pensamento e pela fé; crede nas verdades ensinadas. Elas são tão seguras quanto lógicas; crede em mim que, há alguns dias, me contentava, como vós, em crer e esperar, ao passo que hoje a doce ficção é para mim uma imensa e profunda verdade. Eu toco, eu vejo, eu sigo, eu possuo; então, isso existe. Analiso minhas impressões de hoje e as comparo com as ainda frescas, da véspera.
Não só me é permitido comparar, sintetizar, pesar minhas ações, meus pensamentos, minhas reflexões, julgá-las pelo critério do bom-senso, mas eu as vejo, eu as sinto, eu sou testemunha ocular, sou a coisa realizada. Não são mais consoladoras hipóteses, sonhos dourados, esperanças, é mais que uma certeza moral: é o fato real, palpável, o fato material que tocamos, que nos toma sob sua forma tangível, e nos diz: isto é.
Aqui tudo respira calma, sabedoria, felicidade; tudo é harmonia; tudo diz: Eis o suprassumo do senso íntimo; não mais quimeras, falsas alegrias, não mais temores pueris, não mais falsa vergonha, não mais dúvidas, não mais angústias, não mais perjúrios, nada desse cortejo vil de fabulosas dores, de erros grosseiros, como se vê diariamente na Terra.
Aqui somos penetrados de uma quietude inefável; admiramos, oramos, adoramos, rendemos ações de graças ao sublime autor de tantos benefícios; estudamos e entrevemos todas as potências infinitas; vemos o movimento das leis que regem a Natureza. Cada obra tem um objetivo que conduz ao amor, diapasão da harmonia geral. Vemos o progresso presidir a todas as transformações físicas e morais, porque o progresso é infinito como Deus que o criou. Tudo é compreensível; tudo é nítido, preciso; nada de abstrações, porque tocamos com o dedo e a razão o porquê das coisas humanas. As legiões espirituais adiantadas só têm um objetivo, o de se tornarem úteis a seus irmãos atrasados, para elevá-los para elas.
Trabalhai, pois, sem cessar, conforme vossas forças, meus bons irmãos, para vos melhorar e serdes úteis aos vossos semelhantes; não só fareis a doutrina, que é vossa alegria, dar um passo, mas tereis contribuído poderosamente para o progresso do vosso planeta; a exemplo do grande legislador cristão, sereis homens, homens de amor, e concorrereis para implantar o reino de Deus sobre a Terra.
Este que é ainda e mais que nunca vosso condiscípulo,
LECLERC.
OBSERVAÇÃO: Com efeito, tal ó o caráter da vida espiritual; mas seria um erro crer que basta ser Espírito para encará-la deste ponto de vista. Dá-se com o mundo espiritual como com o mundo corporal: para apreciar as coisas de uma ordem elevada, é necessário um desenvolvimento intelectual e moral que não é peculiar senão a Espíritos adiantados; os Espíritos atrasados ignoram o que se passa nas altas esferas espirituais, como o eram na Terra em relação ao que constitui a admiração dos homens esclarecidos, porque não podem compreendê-lo. Não podendo seu pensamento, circunscrito num horizonte limitado, abarcar o infinito, eles não podem ter os prazeres resultantes do alargamento da esfera de atividade espiritual. A soma de felicidades, no mundo dos Espíritos, ali é, portanto, por força das coisas, proporcional ao desenvolvimento do senso moral, de onde resulta que trabalhando aqui em baixo por nosso melhoramento e nossa instrução, aumentamos as fontes de felicidade para a vida futura. Para o materialista, o trabalho só tem um resultado limitado à vida presente, que pode acabar de um instante para outro. O espírita, ao contrário, sabe que nada do que ele adquire, mesmo à última hora, fica perdido, e que todo progresso realizado lhe será proveitoso.
As profundas considerações de nosso antigo colega, Sr. Leclerc, sobre a vida espiritual, são, pois, uma prova de seu adiantamento na hierarquia dos Espíritos, pelo que o felicitamos.
Visto em http://ipeak.net/ - 19/01/2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
O SR. LECLERC
(Revista Espírita, janeiro de 1867 - Necrologia)
A Sociedade Espírita de Paris acaba de sofrer uma nova perda na pessoa do Sr. Charles-Julien Leclerc, antigo mecânico, de cinquenta e sete anos, falecido subitamente de um ataque de apoplexia fulminante, a 2 de dezembro, quando entrava no Ópera. Tinha morado muito tempo no Brasil e lá havia aprendido as primeiras noções de Espiritismo, para o que o havia preparado a doutrina de Fourrier, da qual era zeloso partidário. Voltando à França, depois de haver conquistado uma posição de independência por seu trabalho, dedicou-se à causa do Espiritismo, cujo alto alcance humanitário e moralizador para a classe operária tinha entrevisto facilmente. Era um homem de bem, querido, estimado e lamentado por todos que o conheceram, um espírita de coração, esforçando-se por colocar em prática, em proveito de seu adiantamento moral, os ensinamentos da doutrina, um desses homens que honram a crença que professam.
A pedido da família, fizemos ao pé do túmulo a prece pelas almas que acabam de deixar a Terra (Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVII – IV), seguida destas palavras:
“Caro senhor Leclerc, sois um exemplo da incerteza da vida, pois que, na antevéspera de vossa morte, estáveis entre nós, sem que nada deixasse pressentir uma partida tão súbita. Assim Deus nos adverte para nos mantermos sempre prontos a prestar contas do emprego que fizemos do tempo que passamos na Terra. Ele nos chama no momento que menos esperamos. Que seu nome seja bendito por vos ter poupado as angústias e os sofrimentos que por vezes acompanham o trabalho da separação.
Fostes unir-vos aos colegas que vos precederam e que, sem dúvida, vieram receber-vos no sólio da nova vida; mas essa vida, com a qual vos identificastes, não vos deve ter representado nenhuma surpresa; nela entrastes como num país conhecido, e não duvidamos que aí gozeis da felicidade reservada aos homens de bem, aos que praticaram as leis do Senhor.
Vossos colegas da Sociedade Espírita de Paris se honram por vos ter contado em suas fileiras, e vossa memória lhes será sempre cara. Por minha voz, eles vos oferecem a expressão de seus sentimentos da mais sincera simpatia que soubestes conquistar. Se alguma coisa suaviza nosso pesar por esta separação, é o pensamento que sois feliz como o mereceis, e a esperança de que não deixareis de vir participar dos nossos trabalhos.
Caro irmão, que o Senhor derrame sobre vós os tesouros de sua bondade infinita. Nós lhe pedimos que vos conceda a graça de velar por vossos filhos e de dirigi-los no caminho do bem que vós seguistes.”
Prontamente desprendido, como o supúnhamos, o Sr. Leclerc pôde manifestar-se na Sociedade, na sessão que se seguiu ao seu enterro. Consequentemente, não houve nenhuma interrupção em sua presença, pois ele tinha assistido à sessão precedente. Além do sentimento de afeição que a ele nos ligava, essa comunicação devia ter o seu lado instrutivo. Seria interessante conhecer as sensações que acompanham esse gênero de morte. Nada do que possa esclarecer sobre as diversas fases dessa passagem que todo o mundo deve transpor poderia ser indiferente. Eis a comunicação:
Posso, enfim, por minha vez, vir a esta mesa! Embora minha morte seja recente, mais de uma vez já fui tomado de impaciência. Eu não podia apressar a marcha do tempo. Eu tinha também que vos agradecer por vossa pressa em cercar meus despojos mortais, e pelos pensamentos simpáticos que prodigalizastes ao meu Espírito. Oh! mestre, obrigado por vossa benevolência, pela emoção profunda que sentistes acolhendo meu amado filho. Como eu seria ingrato se de vós não conservasse uma eterna gratidão!
(Sociedade de Paris, 7 de dezembro de 1866 Médium, Sr. Desliens)
Posso, enfim, por minha vez, vir a esta mesa! Embora minha morte seja recente, mais de uma vez já fui tomado de impaciência. Eu não podia apressar a marcha do tempo. Eu tinha também que vos agradecer por vossa pressa em cercar meus despojos mortais, e pelos pensamentos simpáticos que prodigalizastes ao meu Espírito. Oh! mestre, obrigado por vossa benevolência, pela emoção profunda que sentistes acolhendo meu amado filho. Como eu seria ingrato se de vós não conservasse uma eterna gratidão!
Meu Deus, obrigado! Meus desejos estão realizados. Hoje posso apreciar a beleza deste mundo que eu não conhecia senão através das comunicações dos Espíritos. De certa forma, ao chegar aqui experimentei as mesmas emoções, mas infinitamente mais vivas, que senti ao abordar pela primeira vez as terras da América. Eu não conhecia essa região senão pela descrição dos viajantes, e estava longe de fazer uma ideia de suas luxuriantes produções. Deu-se o mesmo aqui. Quanto este mundo é diferente do nosso! Cada rosto é a reprodução exata dos sentimentos íntimos; nenhuma fisionomia mentirosa; impossível a hipocrisia; o pensamento se revela inteiramente no olhar, benevolente ou malévolo, conforme a natureza do Espírito.
Pois bem! Vede! Aqui ainda sou castigado por minha falta principal, que eu combatia com tanto esforço na Terra, e que tinha chegado a dominar em parte; a impaciência que tinha de me ver entre vós perturbou-me a tal ponto que não sei mais exprimir minhas ideias com lucidez, embora aquela matéria que outrora tanto me arrastava à cólera não mais exista! Vamos, eu me acalmo, porque é necessário.
Oh! Fiquei muito surpreso com este fim inesperado! Eu não temia a morte e há muito tempo a considerava como o fim da provação, mas essa morte tão imprevista não deixou de me causar um profundo choque... Que golpe para minha pobre mulher!... Como o pesar sucedeu rapidamente ao prazer! Eu sentia um verdadeiro prazer em ouvir boa música, mas não pensava estar tão cedo em contacto com a grande voz do infinito... Como a vida é frágil!... Um glóbulo de sangue coagula; a circulação perde a regularidade e tudo está acabado!... Eu teria querido viver ainda alguns anos, ver meus filhos todos estabelecidos; Deus decidiu de outro modo. Que a sua vontade seja feita!
No momento em que a morte me feriu, recebi como que um golpe na cabeça; um peso esmagador me derrubou; depois, de repente senti-me livre, aliviado. Planei acima de meus despojos; considerei com espanto as lágrimas dos meus, e enfim me dei conta do que me tinha acontecido. Reconheci-me prontamente. Vi meu segundo filho acorrer, chamado pelo telégrafo. Ah! Bem que eu tentei consolá-los; soprei-lhes meus melhores pensamentos e vi, com certa felicidade, alguns cérebros refratários pouco a pouco se inclinarem para o lado da crença que fez toda a minha força neste últimos anos, à qual devo tão bons momentos. Se venci um pouco o homem velho, a que o devo senão ao nosso caro ensino, aos conselhos reiterados de meus guias? E contudo eu coro, embora Espírito, e ainda me deixei dominar por esse maldito defeito: a impaciência. Assim sou castigado, porque estava ansioso para me comunicar e vos contar mil detalhes, que sou obrigado a adiar. Oh! Serei paciente, mas com pesar. Estou tão feliz aqui, que me custa deixar-vos. Entretanto, bons amigos estão junto a mim e eles próprios se uniram para me acolher: Sanson, Baluze, Sonnez, o alegre Sonnez, de cuja verve satírica eu tanto gostava, depois Jobard, o bravo Costeau e tantos outros. Em último lugar, a Sra. Dozon; depois um pobre infeliz, muito lastimável, cujo arrependimento me toca. Orai por ele, como por todos aqueles que se deixaram dominar pela prova.
Em breve voltarei para nos entretermos novamente. Ficai persuadidos que não serei menos assíduo às nossas caras reuniões, como Espírito, do que era como encarnado.
LECLERC.
Visto em http://ipeak.net/ - 11/01/2017
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Lincoln e o seu matador
(Revista Espírita, março de 1867)
Extraído do Banner of light, de Boston
Extraído do Banner of light, de Boston
Análise de uma comunicação de Abraão Lincoln, obtida por um médium de Ravenswood.
“Quando Lincoln voltou de seu atordoamento e despertou no mundo dos Espíritos, ele ficou muito surpreso e perturbado, porque não tinha a menor ideia de que estivesse morto. O tiro que o feriu havia suspendido instantaneamente toda sensação e ele não compreendeu o que lhe havia acontecido. Essa confusão e essa perturbação, contudo, não duraram muito. Ele era bastante espiritualista para compreender o que é a morte e não ficou, como muitos outros, admirado da nova existência para a qual fora transportado. Ele se viu cercado por muitas pessoas que ele sabia que estavam mortas há muito tempo, e logo soube a causa de sua morte. Foi recebido cordialmente por muitas pessoas que com ele simpatizavam. Compreendeu sua afeição por ele e, num olhar, pôde abarcar o mundo feliz no qual tinha entrado.
No mesmo instante experimentou um sentimento de angústia pela dor que devia experimentar sua família, e uma grande ansiedade a propósito das consequências que sua morte poderia ter para o país. Esses pensamentos o trouxeram violentamente de volta à Terra.
Tendo sabido que William Booth estava mortalmente ferido, veio a ele e curvou-se sobre o seu leito de morte. Nesse momento Lincoln tinha recuperado a perfeita consciência e a tranquilidade de Espírito, e esperou com calma o despertar de Booth para a vida espiritual.
Booth não ficou espantado ao despertar, porque esperava a morte. O primeiro Espírito que encontrou foi Lincoln; olhou-o com muita afoiteza, como se se gabasse do ato que havia praticado. O sentimento de Lincoln a seu respeito, entretanto, não testemunhava nenhuma ideia de vingança, muito ao contrário, mostrava-se suave e bom e sem a menor animosidade. Booth não pôde suportar esse estado de coisas e o deixou cheio de emoção.
O ato que ele perpetrou teve vários móveis; primeiro, sua falta de raciocínio, que lho fazia considerar como meritório, depois, seu amor desregrado por louvores o tinha persuadido que ele seria cumulado de elogios e visto como um mártir.
Depois de ter vagado, sentiu-se de novo atraído para Lincoln. Às vezes enche-se de arrependimento, outras vezes seu orgulho o impede de emendar-se. Entretanto, compreende quanto o seu orgulho é vão, sabendo sobretudo que não pode esconder, como em vida, nenhum dos sentimentos que o agitam, e que seus pensamentos de orgulho, de vergonha ou de remorso são conhecidos dos que o rodeiam. Sempre em presença de sua vítima e dela não receber senão manifestações de bondade, eis o seu estado atual e sua punição. Quanto a Lincoln, sua felicidade ultrapassa o que poderia ter esperado.”
OBSERVAÇÃO: A situação destes dois Espíritos é, em todos os sentidos, idêntica àquela de que diariamente vemos exemplos nos relatos de além-túmulo. Ela é perfeitamente racional e está em relação com o caráter dos dois indivíduos.
Visto em http://ipeak.net/ - 04/01/2017
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
PÉROLAS EM PENSAMENTOS DE AUTORES DIVERSOS E/OU DESCONHECIDOS (PARA REFLETIR)
*Se
você quiser melhorar o mundo, tome por hábito e
Higienize
a sua alma todo dia, assim como escova os seus dentes.
*A
tarefa da Casa Religiosa é de iluminar, e não de eliminar o
espírito mau, perverso, e cruel, pois ele é nosso irmão que,
ainda, vive na ignorância.
*
O mal só existe para nos levar ao bem.
*A
nossa vida não se resume entre o berço e o túmulo. ela
é uma continuidade.
*Todo
dia
é tempo de semear,
e, todo dia é tempo de colher.
*O
tempo, não deixará, de nos apresentar a conta a ser paga, e nos
restará a vergonha e o arrependimento de ter feito o que fez.
*
Só a humildade amadurece o homem
*Pequeninas
sementeiras de bondade geram imensas e abençoadas fontes de alegria.
*O
HOMEM é um cadáver adiado; e a
VIDA
é uma peça de teatro que não permite ensaios.
*Quem
aprende pode ensinar.
*Não
há um ser aqui na Terra que esteja impossibilitado de fazer o bem.
*Nosso
sacrifício pessoal será o único advogado decente que se levantará
para defender-nos.
*Não
cruzemos os braços, deixando por conta de Deus o que é tarefa
nossa.
*Devemos
pregar mais pelo exemplo do que pela palavra.
*Ainda,
somos
crianças
na Escola da Vida Eterna.
*Nunca
conseguiremos fraudar ou enganar a nossa própria consciência.
*
“Posso ser uma besta espírita, mas não sou um espírita besta”
Chico
Xavier
*
“Foi preciso chegar aos tempos modernos e à liberdade de pensar e
de discutir publicamente, para que a verdade das vidas sucessivas
pudesse renascer à grande luz da publicidade”
Gabriel
Delanne
*
“Confiança é algo difícil de conquistar, mas extremamente
fácil de perder”
Pai
João de Aruanda
*
“A dor é para todos, mas o sofrimento é só para quem quer”
Pai
João de Aruanda
*”Atitudes
derrotistas não resolvem, apenas aprofundam os problemas”
Pai
João de Aruanda
*Ӄ
imprescindível ver, além de enxergar”
Pai
João de Aruanda
*”Só
ficam a sós aqueles que não amam”
Pai
João de Aruanda
*
”O conhecimento convence, mas o Evangelho arrebata a alma da
escuridão”
Pai
João de Aruanda
*
“O homem “não
sabe viver”
e, por conseguinte, não “sabe
morrer”.”
José
Lázaro e Klaus
*
“Ninguém “morre
bem”
se não viveu em plenitude “o
bem”.”
Inácio
Ferreira
*
“Somente o Amor é capaz de prodígio singular: Quanto mais tira
de si, mais ele tem para dar.”
Inácio
Ferreira
*
“Se você quer voltar a sorrir com espontaneidade, frequente mais
o consultório
da caridade
do que o do psiquiatra ou do analista”
Inácio
Ferreira
*
“A vontade é uma alavanca que não dispensa o concurso das mãos.
Querer com as palavras nem sempre é querer com as entranhas do ser!”
Inácio
Ferreira
*
“A doença é processo de cura no espírito”
Inácio
Ferreira
*
“A Vida é bem mais do que os homens comumente imaginam. Deus a
nada e a ninguém privilegia”
Inácio
Ferreira
*
“A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos”
Inácio
Ferreira
*
“Somente pela visão espírita, o homem será capaz de entender o
sofrimento na condição de benção”
Inácio
Ferreira
*
“A dor retempera o aço que somos, e o amor dá os retoques
finais à obra-prima!”
Inácio
Ferreira
*
“O Mundo Espiritual, para decepção de muita gente, não é um
mundo mágico!”
Inácio
Ferreira
*
“O homem sempre tende a recorrer à lei do menor esforço. Quer
se ver livre dos empecilhos, de preferência sem qualquer empenho de
sua parte”
Inácio
Ferreira
*
“Ontem é história / Amanhã é mistério / Hoje é uma dádiva
(por isso se chama PRESENTE)”
*
“Somente o AMOR é capaz
De
prodígio singular;
Quanto
mais tira de si,
Mais
ele tem para dar.”
*”Todo
pão que repartes; É
valor que acumulas.
Agasalho
que dês; Faz-se
apoio a ti mesmo.
Coragem
que transmitas; É
uma luz que te segue.
Ofensa
que perdoas; É
paz que te acompanha.
Não
esperes dos outros compensações quaisquer;
De
todo o bem que faças a resposta é de Deus”.
Conhecer-se a si mesmo
(Revista Espírita, junho de 1863 - Dissertações espíritas)
(Sociedade Espírita de Sens, 9 de março de 1863)
(Sociedade Espírita de Sens, 9 de março de 1863)
O que impede, por vezes, que vos corrijais de um defeito, de um vício, é, certamente, que não vos apercebeis que o tendes. Enquanto vedes os menores defeitos do vosso próximo, do vosso irmão, nem mesmo suspeitais de que tendes as mesmas falhas, talvez cem vezes maiores que as deles. Isto nada mais é que uma consequência do orgulho que vos leva, como a todos os seres imperfeitos, a não achar nada de bom senão em vós. Deveríeis vos analisar como se não fôsseis vós mesmos. Imaginai, por exemplo, que aquilo que fizestes ao vosso irmão vos tivesse sido feito por ele. Colocai-vos no lugar dele. O que faríeis? Respondei sem ideia preconcebida, pois suponho que queirais a verdade. Assim fazendo, estou certo de que muitas vezes descobrireis defeitos vossos, que antes não havíeis notado. Sede francos convosco mesmos; travai conhecimento com o vosso caráter, mas não o aduleis, porque as crianças aduladas às vezes se tornam más e os aduladores são os primeiros a experimentar os efeitos. Voltai ao alforje onde estão os vossos e os alheios defeitos. Ponde os vossos na frente e os dos outros atrás e atentai bem para ver se isso não vos faz abaixar a cabeça, quando tiverdes essa carga na frente.
LA FONTAINE
Visto em http://ipeak.net/ - 28/12/2016
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